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TESTE DE BATERIA, ALTERNADOR E MOTOR DE PARTIDA

A função da bateria é alimentar todo o sistema elétrico do veículo. No entanto, um destaque especial deve ser dado ao fornecimento de energia para motor de partida que permite o arranque do motor e a alimentação dos componentes elétricos quando o motor não está ligado. Sua vida útil depende diretamente do equilíbrio elétrico, que é a capacidade do alternador gerar a mesma quantidade de energia que o sistema elétrico do veículo consome.
A bateria pode ser comparada à caixa d’água de uma residência. Os consumidores elétricos do veículo (cômodos) consomem a corrente (água) oriunda da caixa (bateria). Para que tudo funcione corretamente, a tensão da bateria (nível da caixa d’água) deve permanecer o mais constante possível. Já o alternador pode ser comparado ao conjunto: boia-válvula-sistema de alimentação da rede externa. Sua função é repor continua e progressivamente a energia retirada da bateria (água retirada da caixa), a fim de garantir o nível constante. Ou seja, quanto maior é a corrente drenada da bateria, maior deve ser a corrente gerada pelo alternador, garantindo assim a sua tensão constante.
Enquanto a energia retirada é integralmente reposta, podemos dizer que o sistema se encontra em equilíbrio elétrico. O desequilíbrio elétrico ocorre quando a corrente consumida, em uma determinada situação de condução, é maior do que aquela gerada pelo alternador. Como a energia consumida não é totalmente reposta, a tensão da bateria (nível da caixa d’água) vai diminuindo até se esgotar, ou não ser suficiente para alimentar o sistema de gerenciamento eletrônico do motor e seus consumidores (sistema de injeção e ignição).
Por exemplo:
Um dos inimigos pode ser a adição de consumidores elétricos que não estavam previstos na configuração de fábrica, como um sistema de som ou uma trava antifurto. Alterações como essas, mesmo que sejam bem feitas, podem sobrecarregar o sistema, que passa a consumir mais energia do que é capaz de gerar. Não adianta apenas colocar uma bateria maior se o sistema não está preparado para recarregá-la na mesma medida: sua vida útil será bem mais curta do que o previsto.
Da mesma forma, se o veículo percorre trajetos muito curtos todos os dias e não roda o tempo suficiente para o alternador recarregar a bateria após a descarga que sofreu na partida, isso também prejudica sua longevidade. O ideal é que o veículo rode pelas ruas por pelo menos 20 minutos após a ignição, em média, para que o alternador gere carga suficiente para compensar a perda da bateria no arranque.